quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Vou ir me visitar
Estava chegando em um ônibus barulhento na cidade de Uberlândia no ano de 1975. Passamos por uma área aonde estava tendo um show do Roberto Carlos, ele no auge da fama, passamos por um grupo de centenas de jovens mulheres trajando longos e curtos vestidos, todos floridos, cada uma mais bonita que a outra. Parecia uma competição. E era. Estavam todas correndo porque do palco anunciavam que o Rei Roberto tiraria foto com as mais bonitas. Ieieieiê. De dentro do ônibus, eu estava meio abobado, admirado com aquilo que estava vivendo: meu Deus?? Voltei no tempo?? Pela janela em meio ao ruído e cheiro de óleo diesel, admirava a paisagem. Os carros típicos dos anos 70, alguns carros mais antigos. Uauuu! Passamos em frente a minha casa, a casa da minha família… Pensei: devo ser muito fofo! Vou ir me visitar e sugerir de fazerem algumas fotos. Muitas fotos minhas e dos meus pais, irmãos… como a casa está nova! O pequeno muro, as árvores enormes no quintal…uau….. mas o ônibus passou direto e parou bem em frente ao velho aeroporto. Desci atônito: estou de volta para o passado! E como soubesse o que deveria fazer, parei em frente a lanchonete, bem no cantinho do saguão com uma pequena porta voltada para o terraço. Olhei lá fora e vi pequenos aviões estacionados e muitas mesas e cadeiras dispostas. Fiquei em frente a lanchonete mas não tinha balconista. Um grupo de passageiros chegou e ninguém apareceu para atendê-los. Cadê o balconista? Passei para dentro e falei para os passageiros clientes: sejam bem vindos! Um deles já estava enfiando a mao e pegando uma chicara para se servir com um café. Os demais também queriam café. Fui servir, mas não achava chícaras pequenas. Parei pensando como faria para fazer as fotos da minha família e minha mesmo. Colocaria um disfarce? Acordei com a minha filha jogando um celular sobre a cama. Não deu tempo de ir em casa. Seria fantástico!
Frankstein, Einstein ou Epstein?
Frankstein, Einstein ou Epstein? Uma coisa é certa: de tudo, tem.
O Frank era para ser lindo e maravilhoso, mas, a aparência monstruosa assustava as meninas.
Só assustava, pois ele não era capaz de fazer mal a ninguém. O Einsten ajudou a criar a bomba, jogada sobre duas cidades japonesas,
matou milhares de meninas, homens, mulheres, meninos, bebês, cães, gatos e passarinhos,
além de toda sorte de vida debaixo dos cogumelos de fogo. O Epstein era um monstro com cara de bon vivant, gente bem relacionada com quem tem dinheiro, fama ou realeza. Epstein era a própria bomba. Um estouro e o presidente cai.
Uma ilha, muito dinheiro e faro aguçado para meninas e meninos, teenagers, oh my baby!
Pedofilia liberada entre os homens do poder e dos holofotes.
Os arquivos liberados são apenas o pavio. Quem te viu, quem te vê!
O dinheiro, poder e influência agora são armas de blindagem, afinal,
quem quer perder a reputação?
Uma história sustentada pelo discurso conservador de pátria, família e deus,
normalmente, revelam mais que tudo isso. Para manter as aparências fazem de tudo:
pregam coisas bonitas, sobem montanhas, visitam do papa ao buda, mas no fim,
algo é cilada. As imagens com tarjas pretas seguem bombando nas redes,
mas tem quem não queira ver ou quem jamais verá novamente.
Pessoas traumatizadas ou pessoas que morreram por causa dessa famigerada ilha.
Enquanto a bomba quase explode, a fumaça ja está por todo lado nos EUA.
Os agentes do ICE são os novos ícones da SS. Os sujeitos, preferencialmente recrutados
entre grupos supremacistas e neofascistas, tem autorização para perseguir, cercar, invadir, prender, humilhar, sumir e matar, imigrantes ou não,
nem pense em bater de frente com os caras encapuzados. Eles seguem uma regra clara: eles são o poder. A nova velha forma de demonstrar poder, xenofobia, misoginia, homofobia, etc. Tudo isso sob os olhares permissivos do estado e da massa docilizada que apoia a barbárie. Quem tem compaixão, quem denuncia, quem protege, torna-se alvo também. Censura, cadeia ou morte. Enquanto o pavio vai queimando, o mau cheiro supita pelo salão oval da casa branca. Dios bendiga a América!
Assinar:
Comentários (Atom)









