quarta-feira, 17 de abril de 2013

peçamos de Alá à Jeová: por favor... que a bomba exploda antes...


os corredores correm.
nos arredores, ares.
os corredores correm.
nos arredores, dores.
os corredores param, caem, choram.
nos arredores pés, pernas e sangue.

no final da maratona a marca do terror.
até quando?
bombas explodindo sobre as criancinhas afegãs.
(seriam todos talibãs?)
bombas que semeiam as ameças no oriente.
bombas que explodem e mutilam, ainda hoje,
as terras pobres da mãe áfrica.
bombas que fazem bum em qualquer parte do mundo
e vão matando tanta gente...

me confundo.
me questiono.
me calo.
me ensurdeço.
me liga!
mande-me boas notícias do iraque!
uma civilização riquíssima!
mande-me as boas novas do velho continente!
tem país extinguindo seus projetos de bomba?

fale-me!
as bombas que explodiram no japão
foram recicladas?
e os metais retorcidos nos pântanos vietnamitas?
já viraram ferro velho?

bombas nos metrôs, nas filas, nas cafeterias;
no ônibus londrino, nas embaixadas, nos hotéis de luxo;
nas igrejas, mesquitas, resorts;
bombas que mataram o vieira, a anne, a benazir, o al-hakin;
o balash, o al-hassan, o martin...
e tantos outras vítimas que serão apenas números...
10 ali, 200 acolá, não sei quantos ontem...
e assim fica impossível!
nem me contem!

peçamos de Alá à Jeová: por favor... que a bomba exploda antes...
antes da chegada,
antes que se cumpra o inglório
objetivo de matar.

Um comentário:

Erick Castanho disse...

Triste, amigo. Mas real. O perigo espreita. Isso é o terror(ismo): medo de sair de casa e acontecer uma tragédia como essa... Mas, peraí. Essa sensação é familiar, principalmente em terras como a nossa. Vivemos aterrorizados. Condição humana... Mas ainda iremos melhorar, o triste é não saber quantas vidas ainda irá nos custar.