segunda-feira, 11 de maio de 2020

afinal, robôs nunca saberão o sentido da palavra empatia.


chegamos ao impressionante número de 11.000
brasileiros mortos pelo novo coronavírus.
nada, absolutamente, nada a se comemorar.

o brasil já possui mais mortes que todos
os óbitos registrados na américa do sul.
já somos vistos como uma ameaça.

quando decidimos fechar nossas fronteiras
terrestres, nem precisava mais disso,
todos os nossos vizinhos já haviam
tomado essa providência.

um diferencial que os demais países sul-americanos tem
vem da presidência: nenhum desses governos é negacionista,
ou seja, acreditam no potencial de destruição
que a covid-19 causa no sistema de saúde
e, consequentemente, nas pessoas que não conseguirem
um atendimento.

no brasil, o presidente é destaque mundial
pela sua atitude contrária às determinações
dos órgãos de saúde.
nem aí pra oms quanto mais
para as organizações e conselhos nacionais,
que tem experiência no assunto.
despachou o ministro por mero ciúme,
percebe-se que o novo ministro da saúde
é de poucas palavras, quase não aparece
em coletivas, a orientação é não repetir o filme.

se ele aparecer demais talvez alce voo,
aí haverá de ser substituído por alguém do centrão.

por falar em centrão, o estigma que corrompe esse grupo
político no congresso é a barganha.
trocar apoio ao governo por cargos e emendas.
esta é a cara da velha política,
tão criticada em tempos de campanha
por bolsonaro e sua equipe.
ai que vergonha!!
estão beijando o centrão!

enquanto os brasileiros são vencidos pelo vírus,
o presidente lança um churrasco no planalto.
no começo, para trinta convidados, depois setenta,
cem, mil, mil e trezentas pessoas.
se for uma brincadeira, definitivamente,
não é hora de brincar.
depois de tanta especulação (e pressão),
disse que o churrasco era fake.
muito engraçado isso, porém,
zero novidade, afinal, o governo bolsonaro
é marcado por fakes desde a campanha eleitoral.
tudo certo (errado), tudo normal.

em qualquer país civilizado, seu líder vai para o front,
no brasil, o presidente vai ali, curtir um jet ski.

definitivamente, não dá para entender o que se passa na cabeça
do fanático grupo de seguidores do presidente,
os apoiadores que se intitulam "robô do bolsonaro".
não é atitude cristã,
não é atitude humana,
não é atitude de chefe de nação,
não é justo com o povo.
não há mais nada para ser provado.

andar de manifestação em manifestação,
beijar criancinhas e apertar mãos,
tomar um cafezinho na padaria,
gerar aglomeração.
péssimos exemplos que vem do alto
e refletem nas camadas humildes,
no exército de robôs que pedem
a volta da ditadura.
ai meu Deus, o que fazer
com as atitudes do planalto?

infelizmente, muitas pessoas que
gritaram pelos cantos em defesa do presidente,
apoiando o negacionismo do vírus
e clamando pelo fim da quarentena,
mais tarde aparecem doentes,
aparecem nas estatísticas,
mais um número,
menos uma vida.

quantos "e daí" vocês, apoiadores do presidente,
terão que ouvir antes que este mal chegue
em suas casas?
quantas horas de fila na espera para um atendimento
vocês serão capazes de aguentar?
quantos churrascos fakes e passeios de moto aquática
vocês vão tolerar?

quando vejo alguém se lascando por ter entrado
nessa campanha de que somos um povo imune
a essa gripezinha, não tenho coragem de falar
"eu avisei", não jogo na cara, não compartilho
de um linchamento virtual ou real.
creio que a experiência é o melhor remédio,
afinal, robôs nunca saberão o sentido da palavra empatia.

a culpa pela existência do vírus não é do presidente,
chegou ao brasil e chegará em todo mundo.
mas a culpa por incentivar aglomerações,
hostilizar profissionais da saúde,
banalizar os efeitos da pandemia
nos grupos de risco,
de desprezar recomendações
para evitar o contágio e,
ao contrário, demonstrar
cotidianamente que não tem essa
de usar máscara, evitar contatos
pessoais, dentre tantas atitudes
simples de fazer para que o seu
povo siga o exemplo,
nisso tudo,
a culpa recai diretinho no colo dele.
os que temem as consequências,
que pulem do barco.

se a conduta presidencial for uma
estratégia política, algo
visando reeleição,
certamente, não vai dar certo.
a queda no apoio já é notável,
o grupo tá mais rachado que o salário
dos assessores do flávio.
o antes grandioso exército do bolsonaro,
agora tem a tropa de choque do moro
e as sub áreas de outros ex apoiadores
que também pularam do barquinho.

alô robôs do bolsonaro!
lubrifiquem-se!
vão precisar de muita graxa
para aguentar tudo
que vem do centrão!
boa sorte.


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