terça-feira, 30 de junho de 2026

Sua lindeza não reside no dedão do pé, então, está tudo bem!

Ela é linda e forte, para fazê-la chorar, nem arrancando-lhe a unha do dedão do pé direito. Para isso, passa no hospital e solicita ao médico que cuida de pés, o pediatra, que dê uma costurada na unha, de maneira bruta e sistemática. A unha arrancada no chute em falso, é colocada de volta no lugar. Sem choro ou desespero. No meio disso tudo, o maior pesadelo é chegar com aquele dedão pelado na praia. Como visitar o Morro do Careca? Sua lindeza não reside no dedão do pé, então, está tudo bem! As férias vem em passos firmes, com hora marcada e voo direto! Ninguém mais será penalisado! Nem o Brasil! Que passemos longe! Passemos para as quartas, semis e cheguemos ao gran finale! Que copa que nada! Eu quero é beijar a minha esposa! Já li isso antes.

Os mortos da Venezuela não são os mortos de Nova Iorque.

Os mortos da Venezuela não são os mortos de Nova Iorque. Nem tão pouco de Paris ou Londres. Os mortos da Venezuela vão para um lugar ao sol e por ali ficam, à espera dos urubus. Não há planos contra terramotos em países onde a preocupação é não morrer de fome. A Venezuela, vivendo sob uma ditadura chavista há tantos anos, fez com que tantas gentes fugissem para Colômbia, Brasil e outros países. Uma fuga desesperada por liberdade, trabalho e renda. Uma fuga por dignidade, algo escasso em ditaduras. Mesmo com todos os problemas internos, o país governado por Maduro, sucumbiu a mais um duro golpe vindo dos Estados Unidos da América. Invadiram o país, mataram toda guarda presidencial e sequestraram o presidente e sua esposa. Certamente (e claramente) o interesse estadounidense é o petróleo. Produto abundante no país latino, mas que não trouxe riqueza para grande massa de pobres. “Vamos devolver o petróleo a quem pertence!”, bradou Trump, o homem por trás da política de quintal mais escalabrosa dos últimos anos. Devastada pelo terremoto, luto, dor e sofrimento são inseparáveis. Centenas de mortos e milhares de desaparecidos. Famílias inteiras sucumbiram ao tremor de terra, sequer ficou alguém que possa reivindicar essas histórias. Esse é o momento de os Estados Unidos invadirem novamente a Venezuela, dessa vez com equipes de resgate e ajuda humanitária. Será que retribuirão com um pouco de petróleo? Os corpos latinos, despejados pelo chão, soterrados em escombros, finalmente, encontraram liberdade. Os sobreviventes de Caracas e La Guaira esperam pelo milagre de Guadalupe, não dá para esperar nada da senhora Rodrigues ou do senhor Trump. Deus Salve a Venezuela.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

É o pastor, o pai do pastor, é o banco da igreja, é o banco banco

O caso do Banco Master escancara o jogo do poder. O poder do dinheiro e da oração. o Master deixa claro como a fachada de uma igreja pode esconder tanta coisa obscura, intocável, confiável, abominável, asquerosa e repugnante. Sob a alcunha de um pastor, milhões de ovelhinhas e ovelhonas sumiram. Os Estados e Municípios, levados pelo lob político, compraram, investiram e acreditaram em tudo. É Vorcaro..., essa brincadeira saiu cara meu caro... Agora, depois de mortes e sumiços, depois de vazios existenciais, de apartamentos luxuosos, carros e voos inexplicáveis de jatinho, não tem delação que valha. A classe política e os magnatas do dinheiro estão assustados: será que isso vai dar em algo? Daniel na cadeia supera a cova dos leões. Homem intocável! Privilégios estreiam no sistema prisional com a chegada do pastor das ovelhas perdidas. A lama escorre e mancha as barras do poder. As eleições estão comprometidas até outubro. O Brasil não é nunca será para amadores, aqui, o crime se reiventa dia a dia, ai daquele que diz que é feliz porque já pegou as manhas. Não é tão fácil assim. Enquanto as forças de segurança puderem agir sem intervenção do alto, talvez cheguemos em algum lugar. É o pastor, o pai do pastor, é o banco da igreja, é o banco banco, é a tinta, é a ovelha perdida, a ostentação quase evangélica de sucesso e abundância material. Tudo, exatamente tudo, do jeitinho que Jesus Cristo Nosso Senhor ensinou. Em um passado não tão distante, muita gente no Centro Oeste brasileiro caiu no conto do vigário master, ops, da Avestruz Master. Quase uma deusa dos ovos de ouro! Um bicho que, de tão sagrado e caro, fazia inveja no Vorcaro! Até o cocô da avestruz, a Master, era raro como os metais de terras raras. Investidores, super empolgados, compraram algumas cabeças da ave, alguns ovos, pés, casca, enfim, depois, quem não comprou não se arrependeu, mas teve muita pena. O caso Master de hoje é muito mais cruel. Ele veio abençoado pelo governo, sob os olhares dos órgãos fiscalizadores que, por alguns motivos, deixaram a coisa rolar e rolar e rolar. Hoje, enrolados, tentam se explicar. O dinheiro sumiu. E grande parte dos bilhões são da previdência de cidades pequenas, em sua grande parte. São de estados falidos pela falta da arte, pela falta de pudor e pelo excesso de corrupção. Faltou fé nesse povo da igreja, faltou amor, falta honestidade. Quse sejamos, no mínimo, bons eleitores.