terça-feira, 30 de junho de 2026
Os mortos da Venezuela não são os mortos de Nova Iorque.
Os mortos da Venezuela não são os mortos de Nova Iorque.
Nem tão pouco de Paris ou Londres. Os mortos da Venezuela vão para um lugar ao sol e por ali ficam, à espera dos urubus. Não há planos contra terramotos em países onde a preocupação é não morrer de fome. A Venezuela, vivendo sob uma ditadura chavista há tantos anos, fez com que tantas gentes fugissem para Colômbia, Brasil e outros países. Uma fuga desesperada por liberdade, trabalho e renda. Uma fuga por dignidade, algo escasso em ditaduras. Mesmo com todos os problemas internos, o país governado por Maduro, sucumbiu a mais um duro golpe vindo dos Estados Unidos da América. Invadiram o país, mataram toda guarda presidencial e sequestraram o presidente e sua esposa. Certamente (e claramente) o interesse estadounidense é o petróleo. Produto abundante no país latino, mas que não trouxe riqueza para grande massa de pobres. “Vamos devolver o petróleo a quem pertence!”, bradou Trump, o homem por trás da política de quintal mais escalabrosa dos últimos anos. Devastada pelo terremoto, luto, dor e sofrimento são inseparáveis. Centenas de mortos e milhares de desaparecidos. Famílias inteiras sucumbiram ao tremor de terra, sequer ficou alguém que possa reivindicar essas histórias. Esse é o momento de os Estados Unidos invadirem novamente a Venezuela, dessa vez com equipes de resgate e ajuda humanitária. Será que retribuirão com um pouco de petróleo? Os corpos latinos, despejados pelo chão, soterrados em escombros, finalmente, encontraram liberdade. Os sobreviventes de Caracas e La Guaira esperam pelo milagre de Guadalupe, não dá para esperar nada da senhora Rodrigues ou do senhor Trump. Deus Salve a Venezuela.
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