
mais uma morte na capital das alagoas.
suas praias não sabem disso.
aliás, não podem saber, não podem ver e nem sentir.
ninguém os quer.
as praias limpas, os bancos e calçadas sujos
com o sangue das vítimas
de uma limpeza urbana
cada vez mais comum no país,
cada vez mais insana.
coqueiros em toda orla,
porta da delegacia,
onde você mora?
passa a noite, passa dia...
quer ver novamente
o sol lindo que nasce
atrás do mar azul e verde?
milícias, acerto de contas, limpeza urbana.
quem pagará, afinal, essa conta?
situação de rua.
situação de celas,
mesmo com todo esse horizonte.
que evoquem o espírito do índio pataxó!
que dos moradores de rua,
ao menos,
tenham dó.
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