quinta-feira, 3 de junho de 2021
O Exército Brasileiro cai em descrédito de maneira absurda a cada novo dia de Governo Bolsonaro.
O Exército Brasileiro cai em descrédito de maneira absurda a cada novo dia de Governo Bolsonaro.
A séria e respeitada instituição brasileira, um dos mais importantes aparelhos ideológicos do Estado, está sucumbindo
aos devaneios de um capitão outrora expulso de suas frentes.
O General Pazuello, depois de fazer o que fez no Ministério da Saúde, correr atrás de um habeas corpus preventivo
no Supremo e mentir loucamente na CPI da COVID, não se cansa de causar.
Subiu no palanque com o capitão em plena campanha para reeeleição.
Tudo bem se não fosse proibido qualquer membro do exército participar de coisas desse tipo, mas tem um regulamento interno da corporação que proibe.
Todos sabem que, no quartel, basta uma bota mal engraxada no meio do mato para o infrator puxar cadeia. Tem que valorizar a tradição.
Além de proibir o militar da ativa de participar de manifestações, o Regulamento Disciplinar do Exército prevê outras restrições. Como "tomar parte, em área militar ou sob jurisdição militar, em discussão a respeito de assuntos de natureza político-partidária ou religiosa".
Também é proibido que o militar participe de "manifestações de natureza político-partidária" fardado. O militar também não pode "discutir ou provocar discussão, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos ou militares, exceto se devidamente autorizado" (Jornal Gazeta do Povo).
Por conta de toda situação, todos esperavam uma punição para o ex-ministro mas...pasmem! Terminou em leite condensado! O
Comandante do EB, Paulo Sérgio Nogueira, arquivou o caso por entender que o ex-ministro não cometeu 'transgressão disciplinar'. Isso logo após chegar de uma viagem na companhia do presidente. A conversa foi boa. O vice-presidente Mourão e todos os nossos soldados aguardavam o anúncio de uma punição ou então a ida de Pazuello para reserva, com data retroativa ao dia do fatídico comício. Nem isso.
Tá tudo certo.
Bolsonaro quer muito ter o "seu exército" para realizar o sonho do golpe, mas ele é tão fraco e inexperiente que não conseguirá. Tem experiência em mofar na câmara dos deputados e doutorado em rachadinhas.
Pode levar meia dúzia de militares para o seu suvaco e não passa disso. As Forças Armadas viram que a Ditadura foi um fiasco
e não querem repetir a dose. Que aumentem a dose dos tarjas pretas do capitão para que tenhamos um pouco de paz nos poucos dias que faltam
para isso tudo acabar. Para sempre. 2022 taí!
BOLSONARO GENOCIDA pra gente não perder o costume, não me importa se não rime, só não quero perder a vida, querida!
XÔ GENOCIDA!!
sábado, 15 de maio de 2021
deixem os palestinos administrarem a Terra Santa
Israel e Palestina em pé de guerra.
Sabe quem atirou a primeira pedra?
O lado mais fraco (pelo menos nesse conflito).
Cansados de tudo isso, de tantas terras tomadas
à força das novas espadas,
os palestinos mandaram seu mísseis
contra Israel.
Uma guerra milenar em nome do que é sagrado,
em nome de Deus.
Antes fosse Ares ou Marte,
mas é em nome de YHWH e Allāh
que cada tiro, bomba, pedra, míssel, flecha,
foguete, cuspe, faca etc são atirados.
A reação foi desproporcional, mortal,
acertando em cheio qualquer vida depois dos muros.
As cenas terríveis de criancinhas mortas
são comoventes, o coração fica em pedaços. Essas crianças estavam no lugar certo mas na hora errada?
Ou estavam no lugar errado? Seriam estas crianças o sistema antimíssel do Hamas?
Não! Não quero nem pensar nisso!
Em meio aos escombros se ouvem os gritos de desespero,
muitos clamam por um milagre. Ao mesmo tempo um
espetáculo é visto nos céus
onde as fronteiras não existem. O moderno sistema
antimíssel israelense neutraliza mais de 90%
das bombas voadoras do Hamas.
A intifada não tem para onde correr.
Quando isso vai terminar?
Quais são os limites além das terras?
Como culturas tão próximas podem ser tão diferentes?
Porque não criaram um Estado Judeu em lugar menos conflitante?
Afinal, os judeus são perseguidos ao longo da história
e nada cessa tal perseguição,
nenhum dinheiro paga essa liberdade.
Talvez se viessem para o Brasil a gente dava um jeito nisso né?
Ao menos os que vieram para cá, no máximo do ruim, conseguiram
a fama de pão duro, mas o relacionamento
no geral, é harmonioso.
Temos vagas!
A gente quer ajudar a acabar com essa guerra,
deixem os palestinos administrarem a Terra Santa,
se algo der errado mandamos todos de volta.
Quem quiser continuar aqui, pode continuar.
Sejam felizes.
quando, sem cueca, puxei o zíper e belisquei a pelinha do meu pinto
Acabamos de assistir a peça teatral e,
apesar de tudo, eu ri muito, aliás, eu gargalhei muito.
Estranho que, no enorme grupo, apenas eu estava deixando
as verdadeiras emoções aflorarem.
Rindo mas de medo?
A peça era muito simples, oito personagens brigavam entre si
por seis camas, mais precisamente, duas treliches.
Cada um deles usando os mais inusitados estratagemas.
Seria mais cômico se não fosse tão próximo da nossa realidade.
Nos deram roupas normais, deixaram que nos banhássemos,
nos deram perfumes e gel para os cabelos.
Estávamos tensos mas bem arrumados.
Fomos conduzidos por soldados à paisana
para um grande salão com várias mesas,
em cada uma delas uma grande variedade de comidas.
Eu comi esbaforidamente e ainda repetia de boca cheia aos mais contidos:
___Coma! Coma! Coma! Não sabemos se isso vai se repetir!
Com a boca e as mãos ainda cheias, me recordei dos tempos
de criança. Eh...tempinho bom...
Tomava guaraná e enchia mãos e bolsos de salgadinhos!
Era pra não ficar sem e ainda levar pra casa.
Os convidados foram embora, era gente de todo lado:
Europeus ocidentais, americanos do norte, políticos,
diplomatas e jornalistas.
Era coisa para inglês ver.
Pouco antes da saída dos convidados, tive muita vontade de ir ao banheiro.
Saí à francesa despistando os guardas, entrei numa enorme casa de cômodos vazios.
O piso estava molhado e escorregadio, alguém tinha acabado de passar pano no chão.
Um cheiro molhado de eucalipto brisava no ar. Minha necessidade era por um banheiro,
abri porta por porta e não via nada de privada, comecei a suar frio
e já ponderava urinar num canto qualquer.
Quando abri o zíper, vi uma senhora pela janela limpando um outro cômodo,
ela me olhou torto, eu me assustei e levantei bruscamente o zíper,
por muito pouco não se repetiu um episódio do passado,
quando, sem cueca, puxei o zíper e belisquei a pelinha do meu pinto.
Quase morri de dor e choro, eu ainda era um mancebo de sete ou oito anos.
Sabe quando isso se repetiu? Nunca mais!
Tem experiências na vida que a gente não precisa repetir, aliás, tem algumas que a gente nem precisaria ter!
Uma beliscada no pinto é tão inocente e burra quanto fumar um cigarro pela primeira vez.
Bom, com a dona da limpeza me encarando com ar ameaçador, saí apavorado e apertado,
abrindo outras portas para encontrar um banheiro.
Com sorte, atrás de uma dessas portas tinha uma espécie de pote de sorvete sem tampa,
bem no centro do lugar. Ele era branco e estava limpinho.
Baixei novamente o zíper e...ufa!!! relaxei suavemente e deixei aquele xixi todo sair,
transparente e sem cheiro! Tinha tomado muita água durante o banho e durante a peça.
Meu Deus! Sensação mais gostosa é fazer as suas necessidades fisiológicas no auge da vontade!
Eu mijava e sorria, por alguns segundos me vi no alto de uma linda montanha,
contemplando a infinita paisagem, bela e selvagem, ar puro e libertador!
O barulho da cachoeira se unindo ao som típico de uma mijada.
Coisa boooaaaaaa!!
Acordei assustado conferindo com a mão se o colchão estava molhado.
Acho que foi por pouco! hahahah
Levantei e fui ao meu banheiro, que existe e é real,
onde realizei o meu sonho.
Quem disse que os sonhos não se realizam? mentiu!
Voltei a dormir tranquilo, pronto para outra sessão.
Sinceramente, espero não ter um sonho parecido com o do Zé da piada:
sonhou que era uma galinha e que estava fazendo força para botar ovos,
moral da história: acordou todo cagado!
domingo, 18 de abril de 2021
O Ernesto Che Guevara Araújo caiu tarde.
Charge by Carlos Latuff
O Ernesto Che Guevara Araújo caiu tarde.
Depois de espatifar com a diplomacia brasileira mundo afora
tendo como aliado um único país, o Trump.
Mesmo depois do fim do Trump, lá estava o Ernesto
alfinetando a China.
Creio que era o último dos olavistas
mais queridos a deixar o desgoverno.
Onde já se viu um diplomata desse nível?
Bem que ele poderia ir dividir o apê com seu professor,
ele tá precisando. O curso de filosofia online não tá vingando
e o jeito é investir em crowdfunding.
Pior seria se o deputado Eduardo Burguer Bolsonaro
tivesse conseguido a vaga na ambaixada brasileira nos EUA,
todo dia saíria na mídia em busca de space,
aprontando todas com suas espátulas verde e amarela (é uma de cada cor).
Enquanto isso, durante a sua famosinha live semanal,
Bolsonaro lê, em primeiríssima mão,
a estonteante notícia vinda do supremo. Ahhh esse supremo...!
Dê-me um limão que eu espremo!
A ministra Cármen Vampira Brasileira Lúcia
deu cinco dias para que o presidente da Câmara dos Deputados
explicasse o porquê de até agora não se pronunciar
sobre as dezenas de pedidos de impeachment do Jair.
E o Jair se assustou! Foi como se tivessem lhe metido
os dentes na carótida.
Foi tipo um suspiro de pasmice com fac, ops, paulada!
Não vou dizer outra coisa se não o pessoal fala que eu tô dizendo besteira.
Desesperos à parte, sigamos com nosso folhetim.
A vacinação vai mal, agradeça ao presidente.
O ministro Queiroga, conhecido desde novinho por ser aventureiro,
aceitou a pasta da saúde e chegou falando em ciência,
chamou de volta o Zé Gotinha e conclamou a pátria de máscaras.
Parecia um bom caminho, aliás, um reparo no caminho mas...
o chefe voltou a dar mancadas!
Sem máscaras e em diversos momentos promovendo aglomerações,
poderia se redimir e tomar sua primeira dose da coronavac,
afinal, no DF já estão na faixa dos 66, no entanto,
disse que será o último a tomar porque tem muita gente desesperada.
Presidente... não é à toa, o senhor viu quantos dos nossos já se foram?
Somos chacota no mundo por causa da nossa desgraça.
Definitivamente, isso não tem graça.
Vacine-se! Esqueça a rusga com o Dória!
Se o senhor se vacinar, certamente, muitas vidas serão salvas!
Isso é ser estadista!
Não viu o Lula? Já tomou a segunda dose e fez o maior sucesso!
Cuidado! Deram alvará geral pra ele hem...?
Nossa justiça é mesmo um enígma.
Agora o senhor anda dizendo que descobriu o câncer do Brasil,
vai contar ou quer que eu conto?
Melhor deixar quieto.
Vamos de rima?
É verdade que o senhor sofreu uma reinfeção pelo Sars-CoV-2?
Tomou muita cloroquina ou deixou para depois?
Vixi! Que sina! Tomar cloroquina pra combater o vírus da China!
Vá correndo ver o jacaré! Ele tá dobrando a esquina!
Ah! E tá com cara de quem tomou a vacina!
Não sei se é homem ou mulher, mas é certo que é idoso,
no Brasil a imunização tá longe de chegar na casa dos trinta,
eita povo fogoso!
O sino tilinta tilinta, hora de fechar a fábrica de tênis
e ir correr por Wuhan.
Até amanhã!
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Templo é dinheiro.
Templo é dinheiro.
André Mendonça defendeu que os cultos devem ser autorizados e "os verdadeiros cristãos estão sempre dispostos a morrer para garantir a liberdade de religião e de culto".
Parabéns ao ex-ministro da Justiça, parabéns a todo governo Bolsonaro. Aos cristãos que se identificam com esse discurso, boa sorte.
O terrivelmente evangélico esqueceu de falar que, nesse momento histórico, quem morre mata também.
(foto retirada da internet)
segunda-feira, 5 de abril de 2021
Faça uma redação. Tema: Minhas Férias
Minhas férias foram maravilhoas! Pelo fato de ser presidente do Brasil, eu estava muito cansado
e precisando renovar as minhas forças.
Tudo começou em 18 de dezembro de 2020, quando mandei minha equipe para Santa Catarina,
no dia seguinte, cheguei com a casa prontinha.
Mandei meu alfaiate ir, meu cabeleleiro, meu marceneiro,
meu vidraceiro, meu padeiro, meu massagista,
meus seguranças e um par de artistas.
Passei lindos e maravilhosos dias em São Francisco do Sul,
onde pude desfrutar do bom e do melhor,
tudo devidamente pago por você que me lê.
Rá! Faz sinal de arminha!
Enquanto estava em SC, dei uma voada sobre as áreas atingidas
por inundações naquele belo estado, na verdade,
foi uma jogada de marketing da minha equipe pra dizer
que eu não estava totalmente à toa.
Dali, voltamos rapidamente para as praias limpas
porque bastava de lama naquele dia.
Não comentei mas meu engraxate também foi,
bem como meu tradutor de libras,
meu personal trainer, meu psicólogo,
meu psiquiatra e meu podólogo também.
Levei um pastor e um padre para conduziram belos momentos de oração e
um mágico para nos fazer rir.
Naqueles dias estávamos com quase 200.000 mortos por covid
e eu gastava, em média, 124.000 por dia de férias.
Chega de Santa! No dia 23 de dezembro viajei para Brasília,
tive lá uma reuniãozinha básica com o Fux,
ideia da minha equipe de comunicação.
Nos falamos brevemente e aparecemos para TV,
viramos notícia na Voz do Brasil.
Passei o Natal no DF, na ceia tinha de tudo,
nem me atrevo a falar os nomes porque, certamente,
você não saberia. Aliás, você só sabe bancar meus luxos!
Obrigado seu gentio!
Depois de me empanturrar com tantos quitutes,
tomei um café num copinho daqueles tipo americano (a-do-ro!),
pedi pra minha copeira ensaboar um pão francês de margarina
e um pouquinho de leite condensado, daí pousei pra foto.
A única que vocês viram.
Meus assessores me pegaram e me levaram direto pra base aérea,
de onde partimos para o Guarujá.
Partiu praia!
Passeei de barco, canoa e jet-sky, mergulhei,
me aglomerei com apoiadores em Praia Grande,
fizemos uma festinha bem no meio das proibições,
e isso me adrenaliza!!
Falei mal do distanciamento social, da vacina e do lockdown,
nos governadores meti o pau.
Cada voltinha de jet-sky era mais de mil real,
muito obrigado seu boçal!
Chegou a virada!! Bora esquecer 2020 e entrar com os pés direitos em 2021!
Nem pensar em pé esquerdo! Chega!
Meus dois pés são direitos e têm histórico de atleta.
Na minha noite de reveillon muita bebida,
champagne de primeira, pratos finos e todo tipo
de frutas tropicais e exóticas.
E um show de pirotecnia!!!
Acho que uma pera e uma explosão valem mais que o seu salário!
Ha ha ha ha ha há!
Obrigado seu vacilão!
Depois de me bronzear muito, comer muito,
nadar muito, jogar, motocar, cantarolar,
esbanjar, voar, etc etc etc e tal, era chegada a hora
de partir. Que tristinho que fiquei...
Minhas férias duraram pouco, paramos a farra dia 5 de janeiro.
Foram só 18 dias.
Coisa pouca mesmo né?
A Secretaria Especial de Administração da Secretaria-Geral da Presidência da República
me informou que as despesas do meu cartão corporativo chegaram aos míseros R$1.196.158,40.
Na verdade nem me preocupava saber, foi um deputado de oposição que pediu.
Pra quê isso gente?
Acho que para 18 dias foi pouco, com o preço dos respiradores superfaturados do jeito que estavam, isso não era nada.
Só sei que, somando tudo, gastei R$ 2.452.586,11 dos cofres públicos.
Vocês são anjos na minha vida seus demoninhos!
Como minha virada foi no Guarujá,
visitei o triplex do Lula,
ha ha ha ha! A peça foi vendida por R$2.200,00 ha ha ha,
gastei mais que isso em 18 dias! ha ha ha ha ha!
Eu racho com essa história!
Opaa! Gente, isso é só uma comparação talkey?
Não quer dizer que eu gastei dinheiro à toa,
afinal, em tempos de crise e de guerras,
um bom capitão não pode se dar ao luxo de tirar férias!
Minha atitude não foi imoral, ilegal, inconstitucional,
não foi nada disso!
Mas o triplex do Lula tá mais provado que foi
fruto de uma vida criminosa, sobre isso só tenho agradecimentos
a fazer ao nobre ex-juiz, ex-ministro Sérgio Moro.
Onde quer que tu estejas Moro, good luck talkey?
Finalizo essa linda redação nota mil com meus
mais sinceros agradecimentos por você,
meu amado eleitor robô raíz,
sem você, sem a sua militância fervorosa,
sem este seu amor cego,
eu não estaria aqui.
Espero narrar outros bons momentos de férias,
ainda tenho até 2022 para aproveitar ao máximo
tudo o que essa deliciosa máquina administrativa pode me dar.
Deus acima de tudo, meu luxo acima das suas dores!
sábado, 3 de abril de 2021
Passam-se os anos e você continua bela
Passam-se os anos e você continua bela,
maravilhosa e de uma formosura pura.
Nossa família se alegra porque você
é a nossa base:
fez o Lorenzo, fez a Manuela
e fez eu também. Que loucura!
Fez um eu mais feliz do mundo!
Agradecemos todos os dias pela sua vida
e nesse três de abril, dia do seu aniversário,
ficamos mais felizes ainda!
Afinal, a idade te levanta bem,
te faz entre nós,
podemos ver de pertinho a maravilheza
que é nossos filhos crescendo e ver nossos fios brancos,
com toda a suavidade com que aparecem (nesse caso os meus né),
nos afirmarem a experiência de vida e mais amor ainda!
Te amamos muito!
Pedimos ao Bondoso Deus toda proteção
e zelo por você, que é a nossa fonte
de água e de inspiração.
ass: Jack, Lorenzo e Manu.
quarta-feira, 24 de março de 2021
Que nossa oração alcance os céus
Temos esperança?
Sim! A esperança não pode, jamais, ser perdida,
por mais que, ao nosso lado, nossos familares,
nossos amigos estão perdendo suas vidas.
___Onde está aquela senhora que atendia aqui?
___Morreu de covid.
___Não acredito!Todos os dias ela pesava os pães
e nos desejava um ótimo dia.
___Aquele senhor que vendia frutas...onde está?
___Morreu de covid.
___Sempre estava ali, vendendo suas frutas da estação,
e adorava nos presentear com uma fruta a mais...
___Nossa, adoro esse cantor! O que foi feito dele?
___Morreu de covid.
___As músicas lindas...Deixará saudades...como pode?
___Onde está trabalhando aquele dançarino animado?
___Morreu de covid.
___Ele era fantástico! Levantava o astral de todo mundo...tão saudável...
___Você tem alguma informação sobre aquela advogada?
___Morreu de covid.
___Uma pessoa de um sorriso lindo, que triste...
___Você tem alguma notícia daquela moça que cuidava de animais?
___Morreu de covid.
___Poxa, que hoje tenha um pouco de paz.
___Aquele médico pediatra ainda atende pelo SUS?
___Morreu de covid.
___Não acredito! Um cara sensacional...
___Você tem notícia daquela menina que vende roupas?
___Morreu de covid.
___Como pode?? Tão jovem! Não é possível!
Já são 300.000 vítimas fatais no Brasil:
idosos, adultos, jovens e até crianças.
O Brasil não acreditou no vírus,
mas o vírus não vê fronteiras,
nem cor, nem classe social.
Ele é voraz com a Direita, com a Esquerda e com o Centro.
Vamos fazer respirar novamente a esperança,
com um novo ministro na saúde federal,
quem sabe, as coisas mudem?
Infelizmente, as vidas que se foram não voltarão mais,
agora, é manter uma unidade para que mais
pessoas não nos faltem,
que não sejamos, nós mesmos, mais um número nessa terrível estatística.
Que nossa oração alcance os céus.
O brio e a verdade morreram sufocados
em alguma live semanal, mas a paciência...essa está escorrendo por entre as frestas dos hospitais, está nos olhos de quem cuida, está resistindo em mim, em você. A paciência inflama o nosso resto de esperança.
Venceremos, apesar de Vossa Excelência, venceremos.
quarta-feira, 17 de março de 2021
feio mesmo é permanecer no erro.
As notícias que recebemos no dia a dia dessa terrível pandemia
é de que o vírus não é seletivo, não observa cor da pele, partido,
time disso ou daquilo, não está atrelado a uma ideologia em específico,
nem faz distinção entre ricos ou pobres, jovens ou velhos,
etc e tal, o vírus é pluri, é agro, é pop.
Por mais que ele tenha se associado aos ricos e às viagens de turismo,
coisa que não é costume do pobre, ele chegou avassalador na favela
e hoje mata mais os pretos e pobres, pela falta de tudo que nós já estamos cansados de saber.
Quando escuto que o deputado tal, autor da lei contra vacina em tal estado
morreu de covid, ou que o senador tal, negacionista, morreu também,
ou que o outro político, iminente no senado, está entubado, etc,
não passa pela minha cabeça, em nenhum momento, condená-los pela postura adotada diante da pandemia.
Diga-se de passagem, estes nobres senhores são aliados do presidente Bolsonaro,
seguem a linha de raciocínio do líder que eles muito consideram,
logo, não é justo culpá-los pelos seus próprios infortúnios.
A culpa, escancarada, é de quem motivou o posicionamento diante da doença,
é de quem fez disso um posicionamento oficial dentro do governo.
Se não veste a camisa, que saia!
Também não acho humano, nem adequado, condenar as outras pessoas que se contaminaram
por não usar máscara, por se aglomerar, por festar, por desmerecer a vacinação,
por divulgar fakes news, por falar mal deste ou daquele grupo etc.
Estas pessoas também, em sua maciça maioria, seguiram cegamente os passos daquele que elas
mesmas chamam de mito, daquele que é admirado, o líder autêntico
que não tem travas na língua, que fala verdades (as dele), que defende a pátria (os EUA),
a família (resta saber qual dentre as que ele teve),
que assume os riscos (mesmo que, na prática, a culpa vai sendo repassada
para os seus ministros), bem, estas pessoas não podem ser responsabilizadas
por terem morrido de covid, ou mesmo, na melhor das hipótes,
por terem ficado sequeladas pelo fato de desacreditarem no poder de uma coisinha que
eles não viam, afinal, quase sempre, só acreditavam naquilo que viam,
mesmo que a ciência provasse a existência do invisível.
Estas pessoas foram levadas pela onda que seu líder admirável levantou,
de negar a ciência, de negar a gravidade de uma gripezinha,
a responsabilidade é dele: do mito.
Quando vejo publicações que mostram pessoas que se vestiam de verde e amarelo,
que tomavam cloroquina e cia, que eram contra o distanciamento social,
contra qualquer medida sanitária, qualquer recomendação da OMS,
que acreditavam piamente no vírus comunista, que exigiam o fim do STF,
que imploravam por uma intervenção militar e que,
por todas essas convicções, não se protegiam adequadamente e
nem se motivavam com a vacina,e, quando estas publicações
são algo do tipo: "viram? Não acreditava e nem se cuidava, morreu de covid",
acho isso de uma maldade terrível com a alma dessa pessoa,
com a honra, com a família que ficou.
Eles também não podem ser culpados pelo fim que,
infelizmente, alcançaram.
Todos seguiram as orientações do presidente da República Federativa do Brasil,
dele, o
Exmo. Sr. Jair Messias Bolsonaro!
Este sim, deve ser responsabilizado!
Este deve pagar caro pelo crime em andamento nesse país:
GE NO CÍ DI O!
Se o mais alto representante político do Brasil
tivesse se posicionado de maneira adequada desde o começo,
deixando de fora o jogo político, o orgulho,
o Trump, a falta de sensibilidade, a falta de diplomacia, sobretudo,
com os chineses, morreria gente no país, mas não seria este número exagerado e crescente.
Um sistema colapsado por falta de uma gestão nacional adequada,
ao ponto de o STF ter que deixar os estados e municípios se virarem,
afinal, do jeito que estava indo, ia ser assim mesmo.
Uma nova postura a essa altura?
Defesa da máscara, do distanciamento social, da ciência...?
Dá pra ver que também é uma jogada política,
mas, antes tarde do que nunca.
A cada nova vítima fatal, os votos dessa família enlutada, certamente,
jamais serão para esse presidente,
pois, em meio a dor, terão certeza que a culpa veio de cima,
da ponta do executivo, do verdadeiro ministro da saúde.
Se você ainda acredita nesse PRESIDENTE GENOCIDA,
vacine-se! Enquanto não chegar a sua vez na fila da vacina contra a COVID-19,
tome um chá de reflexão, de acordamento, de realidade, de vida!
Durma um sono do arrependimento, da sensatez e tenha coragem
de assumir que, infelizmente:
VOCÊ ERROU.
e errou feio.
Mas não é feio errar,
feio mesmo é permanecer no erro.
Neste ano minha Mãe Natureza estaria comemorando seus 75 anos.
Por estes dias tenho tido muitos momentos oníricos
que me levam, de maneira muito real, aos lugares
onde eu brincava e ao encontro de algumas pessoas do meu passado.
Voltei, por exemplo, ao Aeroporto de Uberlândia em 1983,
lugar muito especial para mim e meus irmãos,
era o local de trabalho do meu pai.
Íamos brincar (e incomodar bastante) no saguão,
na sala de espera, de embarque, no terraço, nos jardins, no balcão da lanchonete,
onde pedíamos "coisas sobrando", e as queridas Neusa,
Judith ou Rosa, às vezes o Elias,
nos entregavam pedaços de pães,
retalhos de presunto e muçarela,
balinhas descascadas. Isso era uma festa!
No saguão corríamos e futricávamos nos lixos
em busca de qualquer coisa.
Tinha quatro orelhões de onde ligávamos
para polícia, 155 e 102.
Quando nos cansávamos de dentro,
íamos para o terraço curtir os pousos e decolagens,
principalmente do Boing 737-200 da VARIG.
Nossa...aquilo era um sonho!
O cheiro de combustível da aviação até hoje está impregnado nas minhas narinas!
E da minha irmã Dóris, que me fez recordar este momento de pura sinestesia.
A gente subia nas gameleiras (algumas estão lá até hoje) e fazíamos bolinhas
com aquele leite que emborrachava, ahhh isso era divertido!
Terrível mesmo era quando os mecânicos do ABC Táxi Aéreo testavam os motores
em manutenção, aí era tenso! Nossa casa ficava aos fundos do hangar,
não dava pra ouvir nada, só o zunido dos motores.
Caras maneiros como o Amorim, o Zé Pretim, o Nilsim,
o Astorga, o Silveirão, o Pedrão, entre tantos, eram os responsáveis pela barulheira.
Tudo gente boa!
Mantinhamos um bom relacionamneto com os fiscais do pátio,
Pedrinho, Gláciton, Jerônimo...
eles deixavam a gente invadir a área dos latões de lixo,
mas quando um de nós ameaçava ir pro rumo das aeronaves,
logo apitavam.
Dos militares da Aeronáutica que, na época,
controlavam a torre e faziam as fiscalizações devidas para
o Departamento de Aviação Civil,
me recordo bem das figuras dos Cabos Nelson e Wilson,
que eram os motoristas que levavam os filhos dos funcionários
do aeroporto para escola.
O Nelson tinha um pomo de Adão muito engraçado
e o Wilson era gago de tudo.
Um cara que sempre botava a gente pra correr era o Sr. Peregrino,
ele era aliado do meu pai.
Sempre com um guarda-chuva a tiracolo,
coisa que nos metia medo.
Meu pai fazia trabalhos externos, geralmente,
ao lado ou na cabeceira da pista, era um serviço pesado.
Quase sempre eu levava o café e a água pra ele,
quando o pessoal da fiscalização me via com a garrafa,
não me impediam de ir, pois sabiam que era pro meu pai,
que estava garrado no enxadão debaixo do sol.
Coisa boa mesmo era os comes e bebes do serviço de bordo!
tudo era dispensado nos tambores
do pátio do aeroporto.
A gente pulava a cerca da nossa casa e ia
pegar tudo!
Sobras abertas e algumas lacradas.
Comíamos ali mesmo e levava um pouco pra dividir em casa.
Na sala de embarque a gente passava rapidinho só porque
era proibido.
Na estacionamento sempre ficava um dos irmãos
vigiando carros para ganhar algum trocado.
Quem mais ganhava era eu ou o Kebim,
os melhores flanelinhas da área!
No quintal da nossa casa tinha muitas árvores frutíferas
e a gente colhia as frutas pra vender para os taxistas e funcionários
do aeroporto.
Muitas vezes fazíamos permuta por doces.
O Pinheiro, com seu passat iraquiano todo amassado,
era o único taxista que não comprava nada,
era pão duro. Me lembro que o carro tinha um amassadão,
todo enferrujado, que cobria o lado direito inteirinho!
Era horrível! Em compensação, o Carioca,
o Bug, o Fafu, o Baixim e o Mala Véia,
sempre davam aquela força.
Creio que o Mala Véia, às vezes,
passava a gente pra trás,
mas deixa quieto.
Meu pai não gostava que a gente ficasse zonzando
pelo aeroporto, tinha muitas reclamações contra a nossa inocência.
Mas...a gente não tinha outra opção,
no máximo, invadir a área de cerrado em torno da pista
para caçar algumas gabirobas e pitangas.
Aí era outro problema!
Ou então...
O nosso campinho de futebol era uma loucura!
era o jardim do aeroporto, todo gramado,
uma delícia pra brincar!
Ali nos reuníamos com os outros garotos, filhos dos militares
que trabalhavam no aeroporto.
Tinha o Mark, filhos do Sgt. Humberto e da Dona Maria, o William Cabeção e seu irmão Elias,
filhos do Sgt. Willian e da Dona Margarida, o Clécio Peidorreiro, filho do...vixi!
Esqueci o nome do pai dele...da mãe eu me lembro, Dona Tânia,
que me chamou de vileno depois que eu quebrei o braço do gordinho dela,
o Rodrigo e seu irmão Juninho, filhos do Sgt. Sousa Neto,
o outro Rodrigo e seu irmão Eduardo (que era afeminado e muito engraçado!), filhos do Sgt. Assad.
Era só muleque fineza!
A gente montava os times e brincava muuuito!
Me lembro que, na casa do Mark, foi onde eu e meus irmãos
experimentamos, pela primeira vez:
gelatina, toddy, leite ninho e yogurte.
Caaaaraaa... eu com meus sete anos
comendo aquelas coisas maravilhosas...
Era incrível! Lá também a gente jogava River Raid
e assistíamos filmes pelo vídeocassete.
Na minha casa não tinha sobremesa,
nem esses luxos de toddy e danone! Nem tão pouco um Atari ou vídeocassete!
Obrigado Dona Maria!
Outro cara gente boa era o Seu Otávio,
um velhinho boa praça que trabalhava,
não sei em qual setor do aeroporto,
mas sei que ele tinha um ford Belina e quando ia
pra qualquer lugar e nos via na rua,
chamava a gente pra ir junto.
Nem precisava avisar nossos pais, a gente já passava o dia sumido mesmo.
Era divertido andar de carro no porta malas
fazendo algazarra!
Ele ia, resolvia os corres dele na cidade
e voltava. Às vezes comprava balinhas pra gente.
Era muito divertido!
Bom, nessa época meu pai era alcóolatra
e quase todo salário sustentava pinga e cigarro.
Faltavam as coisas em casa, não raro,
flagrava minha mãe chorando, sem saber o que faria pra gente comer.
Às vezes ela saía pedindo alguma coisa na vizinhança,
quase sempre voltava de mãos vazias por que
os vizinhos só compravam o "suficiente" para o mês.
Então ela ia pedir nas grandes cerealistas
que ficavam no Bairro Tibery, e eu ia junto.
Voltávamos para casa com feijão bandinha e arroz quebradinho.
Já era o suficiente.
Ela era uma guerreira!
Quando colhíamos abacates,
ela colocava tudo numa caixa e,
levando sobre a cabeça, trocava por mercadorias
nas mercearias do Bairro Custódio,
principalmente na Mercearia do Wilson,
onde, inclusive, tive meu primeiro emprego oficial
em 1985, estava com 10 anos.
Minha mãe levava leite, farinha de trigo e outras coisas,
bem pouco pelo peso dos abacates.
Ela fritava os famosos bolinhos,
que era o nosso café da manhã e da tarde.
Delícia!
Meu pai abandonou a cachaça em 1987, depois de ir preso por violência doméstica.
É...muitas vezes apanhamos de cinto, chutes, pedaço de pau, galhos...
a gente morria de medo do pai.
Minha mãe, muitas vezes, apanhou em nosso lugar.
Não me sai da memória um dia em que eu estava doente, deitado no sofá,
queimando de febre e meu pai mandou eu sair, mas eu estava sem forças
e desanimado. Então ele tirou o cinto pra me acertar.
Minha mãe viu a cena e se pôs na minha frente, meu pai mandou ela sair
mas ela disse que não, que eu estava muito doente.
Então ele disse que bateria nela e bateu mesmo,
depois saiu de casa.
Momentos tristes assim eram recorrentes.
O cigarro ele deixou em 1999, depois de sofrer um infarto quase fatal.
Hoje ele é uma outra pessoa, bem diferente do nosso tempo de infância.
Neste ano minha Mãe Natureza estaria comemorando seus 75 anos.
Ela nasceu em 16 de março de 1946.Era isso.
Os momentos oníricos me fazem relembrar tantas coisas boas
que passamos ao lado dessa mulher maravilhosa,
que nos fez homens e mulheres honestos
e dígnos, são oito filhos,
todos muito bem encaminhados.
Os filhos da Dona Benvinda!
Os Fabricinhos!
Pelo nosso passado, poderíamos ter seguido caminhos tortuosos,
mas ela nos inspirava.
De onde estiver minha Mãe Natureza,
ouça o meu "eu te amo" para sempre,
o nosso "nós te amamos".
Didi, Jandim, Kebim, Jefin, Nandin, Dorinha, Francinha e Isaurinha
mandam beijos e abraços!
Uma saudade que, só se alivia, pela certeza do céu,
pela certeza de uma missão muito bem cumprida na face da Terra.
terça-feira, 16 de março de 2021
___Peraí! Queremos uma intervenção militar com Bolsonaro no poder!
O genocídio em andamento é, praticamente, uma política pública.
Não tem como negar que a condução dessa pandemia no Brasil
foi determinante para o genocídio que todos nós estamos presenciando.
A troca no Ministério da Saúde poderia até nos dar algum alento,
mas como ter alguma esperança com essa gente que não se cansa
de nos envergonhar? Maltratar? Abandonar? Menosprezar?
O novo ministro, Marcelo Queiroga já deixou bem claro o "manda quem pode, obedece quem tem juízo",
o mesmo roteiro que foi o pesadelo do Pazuello.
O que nos resta? Uma intervenção militar como foi pedido
por um grupo de bolsonaristas no último domingo?
Fizeram buzinaço em porta de hospital,
cantaram o hino nacional em frente aos quartéis.
E depois disso tudo?
Lambuzaram-se em leite condensado!
Ora, que vergonha alheia!
Estamos diante de um governo feito com
puxadinhos para generais e capitães e
estão quase nos afundando! Não espere mais que
um soldadinho de lembrança dessa passagem
desastrosa dos militares da alta cúpula pelo governo federal!
___Peraí! Queremos uma intervenção militar com Bolsonaro no poder!
___Quê?? Se é pra mudar, tem que mudar o mal pela raiz meus caros!
As coisas já estavam péssimas antes da pandemia e durante só estão piorando.
Um despreparo terrível diante do vírus, um show de erros que tem levado,
diariamente, centenas de brasileiros ao seu último suspiro.
Aí o vereador carioca que fica mais em Brasília,
Carlos Bolsonaro, quer processar um youtuber
por uma suposta ofensa ao pai presidente.
Uma ofensa extremamente verdadeira e sincera,
sem nenhum pingo de novidade,
nada de novo.
Perca de tempo!
Faço votos para que, em 2022,
no papel ou no eletrônico,
cortemos o mal completamente.
Sem reeleição, sem sucessão,
mas com muitos processos nas costas,
principalmente, o mais grave deles:
genocídio.
domingo, 7 de março de 2021
Das leis draconianas para morte carinhosa
Assim morreu Drácon:
'Segundo é relatado na Suda (uma espécie de enciclopédia primitiva) supostamente morreu em 620 a.C. por excesso de carinho. Durante uma visita a um teatro da Ilha de Egina, no litoral da Grécia, foi recebido por seus apoiadores com uma revoada de chapéus, capas e outros itens de vestimenta – uma típica demonstração de respeito, equivalente a uma prolongada salva de palmas. Foi tanto tecido que ele não conseguiu se desvencilhar e morreu sufocado'.
isso foi retirado da wikipédia.
Das leis draconianas para morte carinhosa.
Existem formas bonitas de se morrer e esta seria uma delas,
a turma pular o cercadinho e fazer um montinho
entre beijos, abraços, lambidas, puxadas de saco e mordidinhas sufocantes.
Como punir uma demonstração de carinho extremo
que culminasse com a morte culposa do ser amado?
Salve-se quem puder!
domingo, 28 de fevereiro de 2021
Saudades eternas!
Minha Mãe Natureza veio me visitar!
Pela primeira vez a vejo sem a canseira rotineira,
sem aquela falta de ar, sem parar um pouco para descansar.
Ela chegou linda e jovial, com os cabelos pretos escovados,
levemente arrumados num coque, um sorriso lindo e seu corpo
coberto por um maravilhoso vestido azul, todo estampado
com flores brancas.
Ela manteve o lindo sorriso o tempo todo,
mas, ficou por pouco tempo e sequer nos falamos.
Nossa conversa foi uma troca de olhares,
singela e emocionante.
Agradeço a Deus por reencontrá-la.
Mês que vem ela faria 75 anos.
Saudades eternas!
Peraí? Quem ama cuida!
Estamos numa fase muito difícil da pandemia na cidade de Uberlândia.
Quase 100 pessoas morreram em apenas uma semana. Certamente,
o caos instalado na cidade é um reflexo das festas de fim de ano
e do carnaval. Teve aglomerações, teve descuidos, teve muito negacionismo
e uma sensação de que já estava tudo bem.
A conta chegou e estamos pagando muito caro.
Na virada do ano, um casal de amigos meus viajaram
para um resort de luxo.
Eles tem uma excelente condição financeira
e pagar diárias de 5.000 não é problema.
Eles também fazem parte de um grupo de apoiadores do presidente Bolsonaro.
São, declaradamente, militantes de direita.
Tem muitas fotos com a camisa da Seleção Brasileira de Futebol,
estiveram presentes nas manifestações pelo impeachment da Dilma
e em todas as outras manifestações organizadas por grupos congêneres.
São ativos nas redes sociais, principalmente, no whatsapp.
Postam mensagens de apoio ao "mito" e replicam as postagens
dos sites e influencers de direita, por sinal, alguns hoje estão fora do ar
e outros, presos.
Não gostam de usar máscaras e já fizeram a divulgação do tratamento precoce,
enaltecendo, sobretudo, a cloroquina.
Assim que voltaram da badalada viagem (deu pra ver pelas fotos),
foram visitar a mãe da moça, uma senhora de setenta e poucos anos que,
desde o princípio da pandemia, foi se refugiar numa fazenda,
mantendo o isolamento social etc.
Passaram-se mais alguns dias e o casal desapareceu das redes sociais,
também não atendiam telefonemas.
Resultado: o casal precisou de internação devido infecção pelo vírus
da COVID-19. O rapaz se curou rapidamente, mas a moça chegou a estar num leito de UTI.
Infelizmente, o pior ainda estava por vir.
A mãe da moça, que estava afastada de tudo e de todos, foi infectada pelo casal.
Ela precisou de hospitalização e, por quase um mês, lutou pela vida.
Faleceu em decorrência das complicações da COVID.
Não postaram nenhuma informação sobre a situação,
mas fomos informados por outro familiar
e, tudo o que pudemos fazer, foi rezar.
Enquanto o negacionismo sobreviver, muitos ainda terão que pagar com a própria vida,
ou com a vida das pessoas que ama.
Peraí? Quem ama cuida!
No dia em que o Brasil bateu recorde de mortes pela doença,
o presidente do país apareceu em sua live semanal
sabotando a proteção mais simples que podemos ter contra o vírus:
o uso de máscara.
Se temos um líder negacionista, temos uma onda de desinformação
e de apologia às piores conspirações possíveis a respeito dessa pandemia, tudo
com o aval da ciência inventada no gabinete do chefe maior da nação e, rapidamente,
duplicado pelos seus pares via internet.
O crime está em curso e isso não poderá ficar impune.
Sou contra um processo de impeachment para o presidente, mas sou a favor que todos nós
façamos justiça nas urnas em 2022.
Não podemos reeleger e nem permitir que o clã Bolsonaro
faça um sucessor. Já temos muitos arrependidos,
mas ainda temos muita gente apaixonada no presidente e,
como numa relação amorosa cega, não veem o mal que fazem e sofrem,
não percebem os chifres da traição, afinal,
as promessas eram de fim da corrupção,
fim do centrão, fim do foro privilegiado,
fim disso, fim daquilo...mas a única coisa que tá chegando ao fim, de verdade,
é a nossa paciência.
Até acabar esse governo, viveremos como se estivéssemos num inferno astral,
pagando um karma, num purgatório da beleza e do caos, como diria a Fernandinha.
Quer se salvar? Desligue-se dos conselhos que saem do presidente ou do Exmo. Ministro da Saúde,
Eduardo Pazuello, o único que aceitou o desafio que nenhum médico quis, afinal,
nem todo médico tem um pouco de louco.
O Gal. Pazuello é Especialista em Logística mas, infelizmente,
por uma falha de logística, as vacinas do Amazonas foram parar no Amapá.
Errou por pouco, mas tem errado diariamente por muito.
"Manda quem pode, obedece quem tem juízo", um ditado popular muito popular
na pasta da saúde atualmente.
Pra você que se arrependeu, meu abraço distante e solidário,
pra você que não votou no Bolsonaro, receba a minha empatia.
A todos vocês que tiveram dúvidas, agora estejam certos:
Bolsonaro não é um bom presidente e faz a pior gestão da pandemia no mundo.
Suportemos! Mantenhamos-nos fortes e vivos!
Que nossa missão seja avisar a mulher traída (ou o marido),
com o zelo necessário para não se passar por fofoqueiro
ou coisa parecida, mas enaltecendo as provas escancaradas e,
com isso, fazer com que mais uma pessoa se arrependa do voto dado para o Jair.
Não podemos permitir que as pessoas continuem sendo seduzidas pela mentira,
não podemos compactuar com isso, a manutenção do desgoverno atual
afetará a todos nós, todos sofreremos as consequências deste adultério federal.
O salve-se quem puder foi dado, agora, quem puder, salve este país em 2022!
Isso não é sobre se anular como pessoa
Charge de João Montanaro
Tenho muitos amigos e isso me é muito caro.
Preservar amizades antigas e ainda fazer novos amigos
é um presente para minha existência.
A polarização política que embaçou as relações
no Brasil nos últimos anos afetou todo mundo,
e eu me incluo no mundo em questão.
Para evitar maus momentos, evito discussões
políticas com algumas pessoas do meu círculo de amizade
e família, prefiro concordar rapidamente (mesmo que na minha mente, minto).
"Bolsonaro é um grande defensor da família!", sim, é verdade.
"Essa epidemia é coisa criada pelos comunistas chineses para dominar o mundo!",
com certeza! "A cloroquina salva vidas! Se todos fizessem o tratamento precoce
conforme orienta o nosso presidente, isso não estaria acontecendo!" É mesmo.
"A Campanha da Fraternidade de 2021 é uma afronta à Igreja Católica!" Pois é né.
E por aí vai.
Às vezes, estender uma discussão só causará mal estar e rachaduras no relacionamento,
portanto, mude de assunto. Converse sobre as condições climáticas,
sobre o cultivo de orquídeas, sobre aquele filme romântico ou, no máximo,
sobre futebol. Religião? Não! Nem pensar!
Isso não é sobre se anular como pessoa,
isso é semear paciência e misericórdia,
essas atitudes te fazem uma pessoa melhor.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2021
A primeira dose a gente nunca esquece.
A primeira dose a gente nunca esquece.
E a primeira dose foi numa enfermeira de 54 anos
que atua na linha de frente no combate
ao novo coronavírus desde o início da pandemia,
a senhora Mônica Calazans.
Parabéns Mônica!
Que você e toda a sua turma sejam imunizados
urgentemente! Que tenham a esperança de novas manhãs!
Vocês são a grande referência
de amor à pátria nesses tempos difíceis.
Somos todos muito gratos a cada profissional da saúde que,
em muitos casos, pagaram com a própria vida nessa luta.
Vocês devem ser amados e respeitados,
jamais odiados.
Tá, é certo que todos nós temos uma história de conflito
em algum hospital por aí, mas o tempo é outro:
tempo de perdoar, amar, unir forças e vencermos,
juntos, a grande ameaça que cerca a humanidade!
No Brasil, de modo especial, a grande ameaça
que exaspera fagulhas de pólvora e saliva contaminada
está na cadeira presidencial.
O nosso Presidente da República negou a ciência,
quis politizar a ANVISA, sabotou todas as medidas
de prevenção contra o contágio viral,
comprou toneladas de cloroquina,
alucinou tanto que inventaram até o ozônio anal.
Foi mais longe e passou a vida incentivando o tal do tratamento precoce.
Nem tratamento precoce, nem banho de mar:
as únicas garantias eram (e ainda são)
o distanciamento social, higienização das mãos, dos lugares, dos objetos e o uso de máscaras.
Pode ser aqui, do Guarani ao Morumbi, pode ser do Leme ao Pontal
ou do Oiapoque ao Chuí.
Mas... e o presidente?
__ E daí?
A coletiva da ANVISA foi um show à parte.
Cada diretor decidiu ser, de fato, cientista.
Declararam, de modo incisivo, que não existe tratamento precoce
e que não podemos contar com a sorte.
Todos chutaram para além mar o balde das quinas,
tinas, dos feijões santos e dos lencinhos sagrados.
Declamaram, em cadeia nacional, um poema de amor à ciência,
despachando a tosse e o tratamento precoce.
NÃO EXISTE OUTRA SAÍDA!
Nesse momento, só temos a vacina.
Apesar dos conspiradores,
do nanochip, da nova ordem mundial etc e tal,
não existe mais nada contra essa doença que já se provou ser fatal.
O grande debate, agora, é a obrigatoriedade.
Nesse ponto, creio que o país pode seguir sendo referência
mundial em campanhas de vacinação.
Que sejam feitas as campanhas e que, quem quiser,
que se apresente para levar a picada.
Os negacionistas que se entendam com o vírus.
Não acredito que o número de negacionistas seja tão grande
ao ponto de interferir no sucesso da vacinação.
Talvez se o presidente der o bracinho à torcer
e protagonizar uma cena fantástica, tenhamos uma adesão
geral.
Seria uma ótima alternativa para combater
o Dória, seu principal adversário político.
Aliás, falando em Dória,
este soube aproveitar ao máximo o palco
dessa tragédia.
Cada fala, cada gesto, cada uma das coletivas,
em tudo soube fazer sua campanha no intuito
de substituir o Bolsonaro em Brasília.
Não voto na turma do Aécio,
mas que a resposta do Dória ao Pazuello
foi uma mitada, isso foi.
Foi um coice!
Era pra ser pro presidente mas,
como bom covarde,
não apareceu ontem a tarde.
Que venha logo a minha vacina!
Aoooooo vontade de levar essa agulhada!
domingo, 17 de janeiro de 2021
Quem tem ouvidos, que ouça, que grave, que se lembre dessas palavras infames.
Notícias do rádio!
Em entrevista à Jovem Pan, ele disse que "não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a Covid". Ao relativizar a pandemia, o presidente argumentou que o lockdown e o isolamento social causam "muito mais morte (sic)" do que o vírus.
"Esse lockdown, esse isolamento causa muito mais morte (sic), por depressão, por suicídio, por falta de emprego lá na frente do que a própria pandemia em si. Eu não tenho aqui os dados, o número de mortes por tipo de doença. A Covid tá mais lá embaixo. Então não tem por que ter esse trauma todo apenas preocupado com a Covid", declarou o presidente, em entrevista ao programa "Os Pingos nos Is", da Jovem Pan.
Quem tem ouvidos, que ouça, que grave, que se lembre dessas palavras infames.
Seu voto poderá transformar este cenário macabro, de desprezo pela vida e de total inércia
diante do grave problema causado pela pandemia no Brasil:
a falta de empatia.
a ilha das fantasias insanas!
No dia D, na hora H,
a gente vai se encontrar
prá modi a gente se amá.
Não espera mais,
não sofra minhas demoras,
eu quero é paz e por isso
vou dos EUA à China,
onde estiver a vacina,
lá estarei, menina!
Essa fumaça sem graça
que sai de Brasília,
como se lá fosse uma ilha:
a ilha das fantasias insanas!
Brota das janelas fumaça e neblina,
uma mistura de óleo diesel com purpurina,
um verdadeiro carnaval de direita,
uma carnificina.
O Tatu aparece com seu jeito meigo
enquanto o patrão, todo esnobe,
faz mandinga para os pobres.
Nas redes sociais posta fotos
como se todos fossem iguais,
após milhares de likes,
desfaz a mesa e pede algo
robusto pelo cartão corporativo.
E o cartãozinho de vacina?
Já está anotado:
Primeira dose da pfizer tomada
no dia da liberação nos EUA.
Sigilo garantido!
As verdadeiras fotos jamais serão postadas.
domingo, 10 de janeiro de 2021
Na lista de afazeres constava jogar pecinhas azuis no lixo.
Na lista de afazeres constava jogar pecinhas azuis no lixo.
Para quê tanto capricho?
Não faça isso!
Estas pecinhas azuis são raras,
persistem mais que outras para um mundo mais azul.
Tá tudo azul!
A culpa é do Pazuello
Charge by Aroeira
A culpa é do Pazuello.
Alguém duvida disso?
Coitado do Pazuello,
como bom general,
recebe, caladinho, as ordens do capitão
e se lasca todo mas... não larga o osso.
Quando estiver lá,
bem no fundo do poço,
ainda ouvirá do Bolsonaro:
cala a boca p#%%@!
Tristeza pouca para tantas mortes,
que esse governo acabe numa masmorra!
País onde o Ministério da Saúde
é o pária de todo médico,
onde as cabeças batem mais que bezouro na lua.
Sim: estamos todos no mundo da lua,
sendo o sol da Terra e o satélite de outro
planeta, descoberto pelo desbravador e astrólogo
Olavo de Carvalho, a bela Terra Plana.
A cloroquina sobrou?
Culpa do Pazuello.
A vacinação atrasou?
Culpa do Pazuello.
Vazou um nude do cartão de vacinação do Jair em 2050?
Culpa do Pazuello.
Quebrou a Riachuelo?
Culpa do Pazuello.
Erraram no corte do cabelo?
Culpa do Pazuello.
De êllo em êllo a gente faz esse apelo:
culpem o verdadeiro protagonista dessa tragédia toda!
Jair Messias Bolsonaro.
Sigamos firmes para que, em 2022,
estejamos livres das pragas e dos vírus
que habitam o magestoso
Palácio do Planalto.
Jamais pense baixo,
com o seu voto,
você poderá tirar este país desse mato.
Mirem-se no exemplo das mulheres (e dos homens)
dos EUA, que despacharam o insólito Trump.
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